Talvez eu seja aquele sapo horroroso que você encontrou à beira da calçada e teve nojo. Não necessariamente enfeitiçado, mas quem sabe, fantasiado. Talvez eu seja aquele seu moletom velho e pequeno, que está à meses guardado bem lá no fundo do seu guarda-roupa empoeirado. O moletom que você não usa mais porque tem vergonha e medo de ser zoada na escola, também eu seja aquele cigarro pisoteado, a folha de papel amassada e o lápis quebrado. Tampouco eu possa ser o seu misero príncipe encantado, o cara retardado, aquele que se esconde da realidade. Mesmo não vivendo em um castelo blindado. Talvez eu não seja a sua poesia preferida, o garanhão da escola. Talvez eu seja a chuva, o vento, o mar, o céu e você nem, se quer, nota. Talvez eu seja tudo, e ao mesmo tempo eu seja nada.
– Lucas Guerrero (via aluguefelicidade)(Source: desanimador)
Via finito amor






